A HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA AUXILIADORA
Alguns fatos históricos mostram o auxílio claro de Nossa Senhora aos cristãos, demonstrando a razão de ser invocada com esse título.
- O primeiro que chamou a Virgem Maria com o título de Auxiliadora foi São João Crisóstomo, em Constantinopla no ano 345. Ele disse: “Tu Maria, és Auxílio potentíssimo de Deus.”
- São Sabas no ano 532 narra que no Oriente havia uma imagem da Virgem que era chamada Auxiliadora dos enfermos, porque junto a ela muitas curas (milagrosas) aconteciam.
- São João Damasceno no ano 749 foi o primeiro a propagar a jaculatória: “Maria Auxiliadora, rogai por nós.” E repte: a Virgem é auxílio para evitar males e perigos e Auxiliadora para conseguir a salvação.”
- Na Ucrânia, Rússia, se celebra a festa de Maria Auxiliadora no dia 1º de outubro desde o ano de 1030; nesse Ela livrou a cidade da invasão de uma terrível tribo de bárbaros.
A vitória dos Cristãos em Lepanto, na Grécia, no tempo do Papa Pio V.
O povo cristão implora as graças por intermédio de Maria não só individualmente, mas nos grandes momentos da história; povos e nações inteiras recorrem a Nossa Senhora para pedir seu auxílio no meio de graves calamidades.No século VII, os árabes muçulmanos invadiram a península ibérica, ameaçando o cristianismo ainda recente da Europa. Os espanhóis e portugueses lutaram durante nove séculos até tornarem-se livres novamente. Logo no início dessas lutas, em 722, Pelayo venceu os muçulmanos em Cavadonga, invocando a Virgem Santa Maria, a mãe da piedade e misericórdia. No século XV, a Espanha alcançou sua total libertação através de batalhas que levavam à frente, bandeiras com a imagem da Virgem Maria. Após a vitória, construiu-se em Toledo a igreja da Virgem da Vitória para marcar a libertação do jugo muçulmano sobre a Espanha.
No século XV, os muçulmanos invadiram novamente a Europa, derrubando em 1453, o império cristão de Bizâncio. Diante do perigo do domínio árabe e das perseguições contra o cristianismo, o papa Pio V convoca o povo cristão da Europa para uma cruzada em defesa da fé. Em 1456, em Belgrado, os cruzados impõem uma grave derrota aos árabes otomanos (turcos) invocando o nome de Jesus e Maria. Essas tropas foram dirigidas pelo herói João Hunyadi e por São João Capistrano.
No século XVI, a força naval dos turcos ameaça dominar o Mediterrâneo. Unindo a Espanha com Veneza, o papa São Pio V consegue formar uma força naval sob o comando de João da Áustria. E, em 1571, no estreito de Lepanto a esquadra turca foi totalmente destruída. Enquanto se realizava a batalha o papa e toda a sua corte rezava o rosário de Nossa Senhora. Após a vitória, o papa São Pio V mandou incluir na Ladainha de Nossa Senhora a invocação: Auxílio dos Cristãos.
Em 1683, os turcos atacaram Viena, procurando atingir a Europa cristã. Novamente o exército dos países cristãos vence os agressores com a bravura do rei da Polônia, João Sobieski. Logo em seguida a Hungria liberta-se de 150 anos de dominação muçulmana. Em ação de graças pelo auxílio de Nossa Senhora, o papa Inocêncio XI instituiu a festa do Santíssimo nome de Maria, no dia 12 de setembro.
Para marcar seu agradecimento à Santa Mãe de Deus, o Papa Pio VII criou a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, fixando-a no dia de sua entrada triunfal em Roma.
São João Bosco, fundador da Congregação Salesiana, espalhou a devoção a Nossa Senhora invocada em todo mundo com este título: AUXILIADORA, que lembra a perene proteção de Maria Santíssima, sobre a Igreja e sobre o Papa. Os fiéis intuíram a intervenção sobrenatural de Nossa Senhora, invocada como AUXILIADORA e na Obra de Oratório, com muito acerto chamaram-na "A VIRGEM DE DOM BOSCO."
Já em 1824, Joãozinho Bosco, criança de 9 anos, como ele mesmo conta, teve o primeiro sonho profético, em que lhe foi manifestado o campo do seu futuro apostolado e ouviu a voz misteriosa do Senhor dizer-lhe: "DAR-TE-EI A MESTRA." E logo, apareceu a Senhora de aspecto majestoso que o animou a trabalhar, para corrigir o comportamento dos meninos malcriados.
Nossa Senhora apareceu freqüentemente nos sonhos de Dom Bosco e foi a estrela do seu apostolado. Ele a chamava Mãe e sustentadora, socorrendo a Congregação Salesiana, especialmente toda vez que precisava-se auxílio extraordinário para atender as necessidades dos meninos pobres e abandonados, não só materiais, mas sobre tudo quando suas almas corriam perigo.
E, durante toda a sua vida Dom Bosco foi incansável em fazê-la conhecer, amar e honrar. Discursos, conferências, livros, festas: seriam necessários muitos volumes e muito tempo para recordar todas as iniciativas de seu fervor mariano.
Com a construção da Basílica de Maria Auxiliadora de Turim, em 1868, o Santo quis erguer um monumento eterno do seu amor e dos seus filhos espirituais, à celeste Mãe. Teve sempre ternura de filho no seu amor e no seu reconhecimento para com Ela, que o guiou e socorreu com a sua visível e por vezes miraculosa proteção.
"Maria Santíssima é minha Mãe – dizia Dom Bosco. Ela é minha tesoureira. Ela foi sempre a minha guia." Em suas conferências Dom Bosco sempre procurava responder a estas três perguntas:
Por que a honramos?
Por que a invocamos?
Por que é Auxiliadora?
Porque Ela é Mãe de Deus, Mãe de Jesus Cristo e nossa mãe.
A Igreja nos ensina também que Maria é a Medianeira de todas as graças. Porque Maria Santíssima, modelo perfeito de todas as virtudes, nos ensina com seu exemplo como devemos imitar a seu Divino Filho. Precisamente, na imitação das virtudes de Maria se manifesta verdadeira nossa devoção. E estas virtudes de Nossa Senhora, nós vamos encontrar nas páginas de Evangelhos: A obediência, a humildade, a pureza de coração. Por motivos históricos e litúrgicos, quando falamos de Maria Santíssima como Auxílio dos Cristãos, logo Ela nos aparece como a Defensora da Igreja, da Civilização cristã, do Papa, dos nossos Bispos e de todo cristão. "Auxílio dos Cristãos."
Este título: AUXILIADORA DOS CRISTÃOS foi introduzido na Ladainha de Nossa Senhora pelo Papa São Pio V, após a vitória dos cristãos obtida em Lepanto, vitória essa, conseguida graças ao auxílio de Deus e de Nossa Senhora. Em 1571, Dom João, príncipe austríaco, comandou os cristãos nessa batalha de Lepanto. São Pio V enviou para o Imperador uma bandeira, na qual estava bordada a imagem de Jesus crucificado. A preparação dos soldados consistiu em um tríduo de jejuns, orações e procissões, suplicando a Deus a graça da vitória, pois o inimigo não era apenas uma ameaça para a Igreja mas também para a civilização. Tendo recebido a Santa Eucaristia, partiram para a batalha. No dia 7 de outubro de 1571, invocando o nome de Maria, Auxílio dos Cristãos, travaram dura batalha nas águas de Lepanto. Três horas de combate foram necessárias... A vitória coube aos cristãos, que ao grito de "Viva Maria", hastearam a bandeira de Cristo.
Mais tarde, por causa da libertação de Viena situada pelos turcos, no ano de 1863, o rei da Polônia João III Sobieski, que chegou com as tropas polonesas em auxílio para a cidade sitiada, confessou humildemente ao Papa: "VENI, VIDI DEUS DEDIT VICTORIAM", (Cheguei, vi, Deus deu vitória). Recordando a todos e atribuindo a Virgem Maria tamanha graça. No início do século XIX, o Papa Pio VII, estabeleceu a Festa de Maria Auxiliadora no dia 24 de maio, como gratidão por ter sido libertado da injusta opressão em que se achava, ou seja, prisioneiro de Napoleão na França.
Esta festa se comemora hoje em muitas igrejas particulares e Institutos religiosos, principalmente na Sociedade de São Francisco de Sales, fundada por São João Bosco.
Dom Bosco difundia a devoção a Maria Auxiliadora, em uma perspectiva eclesial e missionária. Realmente, a Igreja sempre experimentou auxílio eficacíssimo da Mãe de Deus nas perseguições excitadas pelos inimigos da fé cristã.
No ano de 1862, as aparições de Maria Auxiliadora na cidade de Spoleto marcam um despertar mariano na piedade popular italiana. Nesse mesmo ano, Dom Bosco iniciou a construção, em Turim, de uma grande Basílica, que foi dedicada a Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos. Até então não se percebe em Dom Bosco uma atenção especial por esse título. "Nossa Senhora deseja que a veneremos com o título de AUXILIADORA: vivemos em tempos difíceis e necessitamos que a Santíssima Virgem nos ajude a conservar e defender a fé cristã", disse Dom Bosco ao clérigo Cagliero.
A partir dessa data, Dom Bosco, que desde pequeno aprendeu com Mamãe Margarida, sua mãe, a ter grande confiança em Nossa Senhora, ao falar da Mãe de Deus, lhe unirá sempre o título AUXILIADORA DOS CRISTÃOS. Para perpetuar o seu amor e a sua gratidão para com Nossa Senhora e para que ficasse conhecido por todos e para sempre que foi "Ela (Maria) quem tudo fez", quis Dom Bosco que as Filhas de Maria Auxiliadora, congregação por ele fundada juntamente com Santa Maria Domingas Mazzarello, fossem um monumento vivo dessa sua gratidão.
A devoção a Nossa Senhora Auxiliadora foi crescendo cada vez mais e mais. O Papa Pio IX fundou no Santuário de Turim (Itália) dia 5 de abril de 1870, uma Arquiconfraria, enriquecendo-a de muitas indulgências e de favores espirituais.
No dia 17 de maio de 1903, por decreto do Papa Leão XIII, foi solenemente coroada a imagem de Maria Auxiliadora, que se venera no Santuário de Turim.
Dom Bosco ensinou aos membros da família Salesiana a amarem Nossa Senhora, invocando-a com o título de AUXILIADORA. Pode-se afirmar que a invocação de Maria como título de Auxiliadora teve um impulso enorme com Dom Bosco. Ficou tão conhecido o amor do Santo pela Virgem Auxiliadora a ponto de Ela ser conhecida também como a "Virgem de Dom Bosco".
Dos escritos de São João Bosco, retiramos algumas passagens para ilustrar o seu amor por Maria Santíssima:
"Recomendai constantemente a devoção a Nossa Senhora Auxiliadora e a Jesus Sacramentado".
"A festa de Maria Auxiliadora deve ser o prelúdio da festa eterna que deveremos celebrar todos juntos um dia no Paraíso".
"Sê devoto de Maria Santíssima e serás certamente feliz".
"Devoção e recurso freqüente a Maria Santíssima. Jamais se ouviu dizer no mundo que alguém tenha recorrido com confiança a essa mãe celeste sem que não tenha sido prontamente atendido".
"Diante de Deus declaro: basta que um jovem entre numa casa salesiana para que a Virgem Santíssima o tome imediatamente debaixo de sua especial proteção".
Dom Bosco confiou à Família Salesiana a propagação dessa devoção, que é, ao mesmo tempo, devoção à Mãe de Deus, à Igreja e ao Papa.
Concluímos com e ssas palavras do Papa João Paulo II: "A devoção a Maria é fonte de vida cristã profunda, é fonte de compromisso com Deus e com os irmãos. Permanecei na escola de Maria, escutai a sua voz, segui os seus exemplos. Como ouvimos no Evangelho, Ela nos orienta para Jesus: ‘Fazei o que Ele vos disser’ (Jo 2, 5). E, como outrora em Caná da Galiléia, encaminha ao Filho as dificuldades dos homens, obtendo dEle as graças desejadas. Rezemos com Maria e por Maria. Ela é sempre a ‘Mãe de Deus e nossa’".
fontes:
www.nsauxiliadora.com/nsa/paroquia-2/historia/
www.santissimavirgemaria.com.br/nossa_senhora_auxiliadora.html
www.koinonialivros.com.br/antigo/massarote/auxiliadora/auxiliadora.html
www.santoprotetor.com/nossa-senhora-auxiliadora/
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